2019-09-09T17:03:45+00:0009/09/2019|Tags: , , , |

Por: Vikram Shanbhag – Vice-Presidente de Data Solutions

Imagine a cena: você resolveu fazer aquela faxina de fim de ano no sótão da casa  e acaba descobrindo fotos, diários antigos, post-its e outras papeladas, algumas muito antigas, que simplesmente foram deixadas de lado para olhar depois.  Ao olhar os itens, você relembra alguns amigos com quem perdeu contato e alguns colegas de trabalho.  E começa a mandar mensagens e fazer ligações para se reconectar com essas pessoas.  Esses dados são muito preciosos e você vai agradecer por não tê-los jogado fora anos atrás.

No jargão de hoje, esses dados são chamados de Dark Data. Esse termo foi inventado por Gartner e se refere aos ativos de informações que as empresas coletam, processam e armazenam durante as atividades cotidianas, mas que costumam não usar para outras finalidades (por exemplo, análise de dados, relações de negócios e monetização direta). Assim como a matéria escura (dark matter) da física, as empresas sabem que esses dados existem, mas não têm tanta visibilidade sobre eles.[1]

A razão para a existência deles é a diferença entre a velocidade na qual os dados são criados e armazenados e a intenção e capacidade da empresa de analisar aqueles dados em busca de informações.  Alguns exemplos desses tipo de dados são análises de dados web, formulários de feedback de cliente e pesquisas.  Por uma série de razões (medo de perder informações importantes, regulamentações, compliance), as empresas hoje armazenam uma quantidade recorde de dados que acabam nunca analisando.  É assim que o “sótão de dados” acontece nas empresas.  Algumas estimativas mostram que a maior parte das organizações analisa somente 1% de seus dados.[2] Agora imagine o potencial escondido aí.  Com eles, você pode entender melhor sua base de clientes, por que eles realizam certas ações com seus produtos, o que pode impactar parâmetros importantes na aquisição de clientes, crescimento, etc.

Conforme as tecnologias de Big Data avançam em capacidade, velocidade e análise para maior ingestão e análise de dados em tempo real, vai ficando mais viável obter insights valiosos sobre esses dados que, em outros tempos, ficariam no sótão.  Um dos objetivos principais das Plataformas de Dados de Cliente (CDP) é a capacidade de ingestão e análise de dados em tempo real para obter insights importantes sobre clientes que podem se reverter em ação imediata.  Isso aumentaria a eficiência das empresas na hora de usar esses dados tão importantes de clientes.

Hoje, organizações líderes de mercado do setor de varejo, finanças e saúde estão repensando suas estratégias de dados em direção a uma Plataforma de Dados de Cliente bem estruturada.  Quem entrar cedo nesse processo conseguirá aproveitar ao máximo os dados e melhorar significativamente a experiência do cliente, as receitas e rentabilidade.  Serão essas pessoas que aproveitarão ao máximo o que iria para o “sótão de dados”.

Referências:

  1. Dark Data, Gartner
  2. The big data challenge of transformation for the manufacturing industry