
A prevenção a fraudes começa antes de uma transação ser concluída ou de uma relação comercial ser estabelecida. Conhecer quem está do outro lado de uma operação é essencial para verificar informações cadastrais, identificar inconsistências e reconhecer sinais de riscos para o negócio.
Nesse contexto, os processos de KYC (Know Your Customer) e KYB (Know Your Business) ajudam as organizações a avaliar pessoas físicas e jurídicas antes de estabelecer ou manter relacionamentos comerciais. Para que essas análises sejam efetivas, porém, é necessário contar com dados confiáveis e critérios consistentes de avaliação.
Estudos recentes indicam que a qualidade dos dados representa um desafio para essas verificações. Na Pesquisa de Maturidade PLD/FTP, 36% dos entrevistados apontaram impactos da falta de qualidade dos dados nos processos de KYC. Na verificação de empresas, o European KYB Benchmark Survey 2026 também identificou dificuldades: 99% dos participantes relataram encontrar informações empresariais incompletas ou pouco confiáveis.
Esses desafios mostram que prevenir fraudes exige mais do que coletar dados: é preciso verificar informações, interpretar resultados e identificar quais ocorrências merecem investigação. Nesse processo, KYC e KYB ajudam a estruturar as verificações e a direcionar a análise conforme os riscos identificados.
KYC e KYB são processos de verificação e análise que ajudam as organizações a conhecer as pessoas e empresas com as quais se relacionam. Embora tenham focos diferentes, ambos contribuem para identificar inconsistências e reunir informações relevantes para a avaliação de riscos.
KYC (Know Your Customer) é o processo de conhecer o cliente. Ele envolve a verificação de informações cadastrais e a análise de dados que ajudam a confirmar a identidade de uma pessoa e avaliar possíveis riscos associados ao relacionamento comercial.
Na prevenção a fraudes, essas verificações podem ajudar a identificar divergências cadastrais, informações inconsistentes e outros sinais que exijam atenção adicional. Dependendo da operação e dos critérios adotados, também podem incluir consultas a listas restritivas, registros públicos e informações relacionadas à exposição a riscos.
Esses procedimentos são relevantes, por exemplo, na abertura de contas, na concessão de crédito e no onboarding digital. A análise de informações de diferentes fontes pode ajudar a reconhecer situações suspeitas antes que resultem em prejuízos, embora a identificação de um sinal de risco não comprove, por si só, a ocorrência de fraude.
KYB (Know Your Business) é voltado à verificação de pessoas jurídicas. O processo pode abranger dados cadastrais, situação da empresa, composição societária, representantes legais e informações sobre seus beneficiários finais.
Essa análise é importante porque uma empresa não deve ser avaliada apenas pelo nome ou pelo registro cadastral. Compreender sua estrutura e seus vínculos permite identificar inconsistências, relações que exigem diligência adicional e possíveis riscos associados à contratação ou à manutenção do relacionamento.
Na prática, o KYB pode ser utilizado no credenciamento de fornecedores, na concessão de crédito, na contratação de parceiros e em operações envolvendo empresas clientes.
As orientações do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI/FATF) destacam a importância de informações adequadas, precisas e atualizadas sobre os beneficiários finais das pessoas jurídicas para reduzir o uso indevido de estruturas empresariais.

A contribuição desses processos vai além da conferência de documentos ou do preenchimento de cadastros. Quando integrados a critérios de risco e a procedimentos de análise, KYC e KYB ajudam a identificar sinais que podem passar despercebidos em verificações isoladas.
Informações divergentes entre cadastros, registros empresariais e outras fontes podem indicar a necessidade de uma verificação adicional. A comparação entre dados permite identificar inconsistências que merecem ser esclarecidas antes da aprovação de uma operação.
Essas divergências não significam necessariamente que existe fraude. Podem decorrer de dados desatualizados, erros de preenchimento ou diferenças entre bases. O importante é reconhecer os sinais e definir como cada ocorrência deve ser tratada.
A análise de clientes e empresas também pode revelar relações relevantes para a tomada de decisão. No KYC, isso pode envolver informações relacionadas à pessoa verificada. Já no KYB, pode incluir dados sobre sócios, representantes e beneficiários finais.
A análise desses vínculos amplia o contexto disponível para a avaliação e pode ajudar a identificar situações que demandem diligência adicional. Assim, a organização evita depender exclusivamente de uma informação cadastral isolada para decidir se deve estabelecer ou manter um relacionamento.
Nem todo sinal de alerta tem o mesmo significado para todas as organizações. Uma informação pode exigir atenção especial em uma operação de crédito, enquanto em outro contexto pode ter caráter apenas informativo.
Por isso, a prevenção a fraudes depende de critérios que considerem a natureza da operação, o perfil do cliente e o impacto potencial de cada ocorrência. A abordagem baseada em risco, defendida pelo GAFI/FATF, orienta a aplicação de medidas proporcionais aos riscos identificados.
Com regras bem definidas, é possível priorizar casos que exigem investigação, solicitar informações adicionais ou encaminhar situações para análise especializada, sem tratar todos os resultados igualmente.
A efetividade dessas verificações também depende da qualidade e da integração dos dados utilizados. Quando as informações estão distribuídas entre diferentes sistemas e fornecedores, reunir resultados e comparar registros pode exigir mais esforço e dificultar a aplicação consistente dos critérios de risco.
A integração das informações ajuda a estruturar as análises, enquanto a automação pode reduzir tarefas manuais e agilizar o acesso aos resultados. A rastreabilidade, por sua vez, permite revisar os critérios aplicados e compreender as decisões tomadas.
A solução KYC/KYB disponível na Plataforma de Segurança Digital da Valid centraliza consultas de pessoas físicas e jurídicas e organiza seus resultados em eventos de risco classificados, contribuindo para análises mais estruturadas.
A solução reúne diferentes capacidades:
Com essas capacidades, as organizações podem estruturar verificações de clientes e empresas, identificar ocorrências relevantes e direcionar casos para avaliação conforme suas políticas de risco.
Converse com os especialistas da Valid para conhecer a solução KYC/KYB e entender como ela pode contribuir para a prevenção a fraudes na sua organização.
Qual é a diferença entre KYC e KYB?
KYC (Know Your Customer) verifica pessoas físicas. KYB (Know Your Business) concentra-se em pessoas jurídicas, incluindo dados cadastrais, sócios, representantes e beneficiários finais.
Como KYC e KYB contribuem para a prevenção a fraudes?
Esses processos ajudam a verificar informações, identificar inconsistências e reconhecer sinais de risco, direcionando casos suspeitos para análise adicional.
KYC e KYB garantem que uma fraude não aconteça?
Eles ajudam a identificar riscos, mas não eliminam todas as possibilidades de fraude. Sua efetividade depende da qualidade dos dados e dos controles adotados.
Por que automatizar consultas de KYC e KYB?
A automação reduz tarefas manuais, agiliza consultas e facilita a aplicação consistente de regras, permitindo priorizar casos que exigem maior atenção.
Quando uma empresa deve utilizar KYC e KYB?
Depende da atividade, das exigências regulatórias e dos riscos envolvidos. Esses processos podem ser aplicados na abertura de contas, concessão de crédito, onboarding digital e avaliação de parceiros e fornecedores.

