SplitKey: criptografia de chave dividida para proteger transações e Pix contra fraude

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Autor:
Redação Valid
Data de Publicação:

Proteger operações digitais virou um cabo de guerra diário para bancos e fintechs. De um lado, métodos antigos como SMS e senhas tradicionais já não seguram ataques modernos de SIM swap, malwares e deepfakes. Quando a conta é invadida, o prejuízo financeiro e o desgaste com contestações caem direto na conta da instituição.

De outro lado, mesmo quando a segurança do sistema não falha, entram em cena os golpes de engenharia social. O próprio cliente, enganado por criminosos, usa seu aparelho e autoriza a transferência. Em disputas jurídicas ou pedidos de devolução via MED 2.0, o banco costuma levar a culpa por padrão se não conseguir provar, com precisão técnica, que não houve falha interna.

Resolver essa conta exige repensar a forma como autenticamos transações críticas. É aí que entra a criptografia de chave dividida (threshold cryptography). Criada pela Cybernetica e trazida ao Brasil pela Valid, a tecnologia SplitKey atua em duas frentes: impede na raiz os ataques à identidade e, nos casos de engenharia social, gera a prova matemática que a instituição precisa para se defender em litígios e auditorias.

O que é criptografia de chave dividida (threshold cryptography)

Na criptografia tradicional, a segurança depende de uma chave privada. O grande problema é que essa chave costuma ficar guardada inteira em um único lugar, como o celular do cliente ou em um servidor do banco. Se um invasor consegue entrar nesse ponto único, ele assume o controle da conta.

A criptografia de chave dividida resolve isso acabando com o ponto único de falha. A lógica é simples: o segredo é repartido matematicamente em dois ou mais pedaços que funcionam juntos, mas nunca se encontram fisicamente.

No SplitKey, a chave privada completa jamais existe em lugar nenhum. Ela não é gerada inteira, não fica salva em nenhum banco de dados e nem sequer é montada na hora de assinar uma transação. Uma parte da chave fica guardada no celular do cliente, protegida por criptografia e pelo PIN pessoal dele. A outra metade fica isolada no servidor seguro do banco, dentro de um HSM (Hardware Security Module).

Fonte: SplitKey | Cybernetica | Cybernetica

Quando o usuário vai aprovar um Pix ou autorizar uma operação, por exemplo, o celular e o servidor calculam suas próprias "meias-assinaturas" de forma independente. As duas partes se combinam matematicamente para validar a transação, sem que nenhum dos lados precise revelar o seu pedaço do segredo.

Isso muda o jogo. Hackear só o celular do correntista não consegue acesso, e invadir apenas o servidor do banco também não. Para fraudar o sistema, o criminoso teria que invadir os dois ambientes ao mesmo tempo no exato segundo da transação, o que é praticamente inviável.  

A tecnologia funciona direto em celulares comuns (iOS e Android), sem precisar de token ou cartões físicos, e tem certificações internacionais de peso, como Common Criteria EAL4+, atendendo aos padrões europeus do eIDAS e da PSD2.

Prevenção direta: como a chave dividida gera mais proteção contra ataques de identidade

Muitas fraudes acontecem porque a autenticação ainda depende de canais terceirizados frágeis, como as redes de telefonia.

O SplitKey atua exatamente nas brechas técnicas exploradas pelo cibercrime:

  • Fim do golpe do chip (SIM swap) e do roubo de SMS: como a autorização acontece direto no aplicativo por cálculo criptográfico, a transação não depende da linha telefônica da vítima. Se o golpista clonar o chip do celular, ele continua sem conseguir assinar nenhuma transferência.
  • Barreira contra malwares e cavalos de troia (RATs): mesmo que um aplicativo espião invada o aparelho da vítima e monitore a tela, ele não consegue extrair a chave privada para usar em outro lugar, porque ela está particionada e presa na camada segura do aplicativo.
  • Proteção contra deepfakes na assinatura: golpistas usam rostos e vozes sintéticas para tentar burlar validações simples de câmera. Com a chave dividida, a autorização depende de um cálculo matemático real, e não de uma imagem da tela sujeita a manipulação por inteligência artificial.

Outro ponto técnico decisivo é que o SplitKey não funciona com "oráculo de PIN". Nos sistemas convencionais, quando alguém digita uma senha errada, a tela avisa o erro de imediato. Isso permite que robôs testem milhares de combinações até acertar.  

No SplitKey, o sistema não dá pistas se o PIN foi digitado errado; a conta matemática simplesmente não fecha e a operação falha em silêncio, cortando tentativas de ataques automatizados por força bruta.

Para o banco, a tecnologia gera benefícios rapidamente: menos fraudes sistêmicas acontecendo na ponta significam menos contestações no suporte, menos estornos e menos prejuízo operacional direto.

Blindagem no litígio: a resposta criptográfica aos golpes de engenharia social

Nenhuma barreira de software impede que um cliente, acreditando estar falando com a central do banco no golpe do falso suporte, por exemplo, abra o próprio aplicativo no seu celular legítimo e digite o PIN correto para fazer uma transferência.

A chave dividida não tem como prever o comportamento humano, mas ela resolve a maior dor de cabeça da instituição logo após o golpe: a disputa jurídica após o golpe de engenharia social.

Toda transação que passa pelo SplitKey gera um rastro de auditoria nativo e imutável. Como o pedaço da chave no servidor só responde se receber a validação exata que partiu do cliente, cada passo fica gravado em logs seguros.

A matemática do protocolo garante o que o mercado chama de sole control (controle exclusivo). Isso significa que a instituição consegue provar, com precisão pericial, que aquela transação só pôde ser gerada naquele aparelho físico cadastrado e com o uso do PIN pessoal do titular.

Essa prova pode mudar o jogo no tribunal. Pela Súmula 479 do STJ, a Justiça costuma presumir a responsabilidade objetiva dos bancos em fraudes. Ter essa evidência técnica em mãos permite demonstrar que o sistema do banco não falhou, não vazou dados e não foi burlado por terceiros, sustentando a tese de culpa exclusiva da vítima ou fortuito externo.  

Além de apoiar a defesa regulatória no MED 2.0 perante o Banco Central, o banco pode resolver disputas internas muito mais rápido e reduzir despesas com processos judiciais.

Além do Pix: protegendo o espectro completo de operações de alto risco

O Pix está no centro das atenções pelo volume diário e pelas novas regras de devolução, mas a chave dividida é uma camada de custódia que pode proteger qualquer operação sensível da instituição financeira, como:  

  • Transações de alto valor e contas PJ: transferências de grande porte e transações de private banking ganham uma camada que impede desvios causados por invasões.
  • Alterações cadastrais críticas: trocar a senha principal da conta, cadastrar um novo celular de confiança ou pedir aumento de limites passa a exigir a presença física do aparelho registrado com a chave dividida, barrando trocas fraudulentas de cadastro.
  • Contratação de empréstimos e consignados: operações de crédito formalizadas no app costumam render processos de clientes alegando que não contrataram o serviço. A assinatura com padrão qualificado inviabiliza alegações desse tipo.

O Splitkey funciona dentro de um modelo de defesa em camadas

Segurança eficiente não é feita de uma solução mágica, mas de barreiras conectadas que acompanham toda a jornada do correntista. Com a Plataforma de Segurança Digital da Valid é possível combinar diferentes soluções em esteiras personalizadas, acionadas sob demanda por um orquestrador.  

É possível conciliar, por exemplo:  

  • Na entrada (abertura de conta): validações cadastrais, análise documental automatizada e biometria facial com prova de vida (liveness), presentes nas soluções de identidade digital da Valid, garantem que a pessoa que está abrindo a conta é realmente quem ela diz ser.
  • Durante a transação (autenticação e assinatura): o SplitKey entra no momento da autorização, substituindo tokens e SMS pela certeza matemática de que a movimentação foi consentida no dispositivo legítimo.
  • No destino (liquidação e monitoramento): motores de prevenção à lavagem de dinheiro (AML), detecção de contas-laranja e o compartilhamento de dados entre bancos fecham o cerco antes que o dinheiro seja pulverizado.

O próximo passo na segurança da sua instituição

Conviver com perdas milionárias por fraude e passivos jurídicos contínuos não precisa ser o preço padrão da inovação digital. Deixar métodos frágeis como SMS no passado e investir em segurança criptográfica robusta é o caminho para proteger o caixa do banco, manter a confiança dos correntistas e cumprir as exigências regulatórias sem sufocar a experiência do usuário.

Quer levar essa camada de proteção para a sua operação?

Conheça a plataforma de soluções digitais da Valid e converse com nossos especialistas para entender como integrar a tecnologia SplitKey ao seu ecossistema com implantação simples e total conformidade regulatória.

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