O avanço acelerado da Inteligência Artificial generativa redefiniu a segurança digital e os processos de autenticação. Se antes a verificação facial com prova de vida era suficiente para blindar esteiras de cadastro e autorização de transações, o cenário atual exige defesas mais sofisticadas.
É cada vez mais fácil e barato utilizar ferramentas automatizadas para forjar identidades sintéticas e contornar fluxos de onboarding digital em escala, e é claro que criminosos se aproveitam desta facilidade. Diante deste desafio, portanto, o uso de um único fator de autenticação de identidade tornou-se um ponto de vulnerabilidade.
A Valid entende que o futuro da identificação passa pela integração estratégica de múltiplos fatores biométricos. Ao expandir o uso da biometria de finger, agregamos uma camada decisiva e de altíssima precisão às esteiras antifraude.
Durante anos, o reconhecimento facial foi a solução preferida em jornadas de cadastro e autenticação digital por sua facilidade de uso em smartphones. No entanto, a popularização de modelos de IA generativa criou novas brechas operacionais.
Entre os métodos mais críticos de fraude contemporânea estão os ataques de injeção virtual (camera injection attacks). Ao contrário dos ataques de apresentação convencionais, nos quais o fraudador posiciona uma foto impressa ou máscara em frente à lente, o injection attack atua diretamente na camada de software e hardware virtualizado.
Nessa modalidade, o criminoso intercepta o fluxo do sistema operacional e injeta vídeos sintéticos (deepfakes) diretamente no fluxo de dados da câmera. Como o sinal recebido pelo servidor aparenta vir da lente do celular, algoritmos biométricos menos robustos podem ser induzidos ao erro, validando a transação.
A vulnerabilidade se intensifica pelo fato de que o rosto humano é um dado público. Bilhões de imagens faciais de alta resolução circulam livremente em redes sociais e cadastros abertos, fornecendo material de treino para fraudadores.
Tendo tudo isso em vista, fica claro por que apostar unicamente na imagem facial para liberar transações de alto valor eleva a vulnerabilidade da operação e compromete a segurança financeira do negócio.
A dactiloscopia (estudo das impressões digitais) é, historicamente, um dos pilares mais confiáveis da identificação humana.
Quando no ambiente digital, a biometria de finger oferece uma barreira de segurança significativamente mais densa contra tentativas de fraude automatizadas por IA por uma série de motivos.
Quando combinada com motores avançados de detecção de vivacidade (liveness detection), a biometria de finger atesta não apenas que o desenho papilar pertence ao usuário legítimo, mas que a captura está ocorrendo naquele exato instante com uma pessoa real.
Tradicionalmente, a coleta de impressões digitais esbarrava em uma barreira operacional: a necessidade de leitores biométricos físicos dedicados (scanners ópticos ou capacitivos).
Para operações distribuídas, onboarding remoto ou atendimento em campo, esse modelo trazia custos elevados de aquisição de equipamentos, manutenção e atrito de uso.
A tecnologia supera este obstáculo técnico, transformando qualquer smartphone comum ou webcam em um ponto de captura biométrica de alta precisão, sem contato físico (touchless).

Para comprovar na prática como a combinação de fatores biométricos resolve cenários de altíssima complexidade e risco, a Valid levou à FEBRABAN TECH uma demonstração real protagonizada pelas atletas olímpicas de natação artística Bia e Branca Feres.
Sendo gêmeas univitelinas, o reconhecimento facial isolado pode enfrentar desafios de discernimento em níveis críticos de tolerância algorítmica No entanto, embora compartilhem o mesmo código genético e traços fisionômicos quase indistinguíveis, as impressões dactiloscópicas de cada uma são completamente distintas e exclusivas.

Durante a experiência interativa no estande da companhia, a ativação da biometria de finger integrada ao fluxo de autenticação permitiu distinguir e validar a identidade de cada uma com precisão absoluta, sem margem para falsos positivos.
A demonstração tangibiliza a tese central da segurança moderna: blindar jornadas críticas não significa empilhar barreiras burocráticas que geram atrito desnecessário, mas orquestrar os fatores biométricos certos no momento exato da operação.
A eficiência de um motor biométrico depende da profundidade do seu modelo e do conhecimento acumulado sobre as bases em que atua.
Como a maior emissora de documentos de identidade do Brasil (responsável pelo ciclo de emissão de RGs e da Nova Carteira de Identidade Nacional - CIN), a Valid possui um domínio técnico histórico sobre a dactiloscopia no país.
Garantir a integridade das transações digitais exige soluções modulares e integráveis. A Captura Finger faz parte do ecossistema da Plataforma de Segurança Digital da Valid, uma infraestrutura completa projetada para orquestrar jornadas de identificação seguras e sem fricção. A Plataforma conta com soluções e produtos, como:
Entre em contato com os especialistas da Valid e descubra como a Plataforma de Segurança Digital pode transformar a esteira de onboarding e autenticação da sua empresa.




