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A expansão dos serviços digitais aumentou a necessidade de confirmar a identidade dos usuários em cadastros, acessos a contas, transações financeiras e alterações de dados sensíveis. Para dificultar fraudes e acessos não autorizados, a autenticação de dois fatores (2FA) adiciona uma camada de proteção às contas digitais.
A importância desse recurso já era evidenciada em 2019, quando uma pesquisa do Google identificou que códigos de verificação por SMS bloquearam 100% das tentativas automatizadas, 96% dos ataques de phishing em massa e 76% dos ataques direcionados. Embora a eficácia varie conforme a ameaça e o método utilizado, os resultados demonstram o potencial de uma etapa adicional de verificação.
Na prática, a 2FA exige uma segunda evidência para confirmar a identidade do usuário, reduzindo a dependência exclusiva de senhas que podem ser roubadas, reutilizadas ou descobertas por terceiros.
Para implementar essa proteção, é necessário selecionar métodos adequados aos riscos, integrar a verificação aos fluxos digitais e considerar a experiência do usuário. O desafio é equilibrar segurança, conveniência e continuidade das jornadas digitais.
A autenticação de dois fatores (2FA) é um método que combina duas evidências de categorias distintas para verificar a identidade de uma pessoa. Essas categorias são geralmente classificadas como algo que o usuário sabe, algo que possui ou uma característica que o identifica.
Por exemplo, uma senha representa algo que a pessoa sabe, enquanto um código temporário enviado ao celular pode funcionar como evidência de posse do dispositivo ou de acesso ao canal associado ao usuário.
É importante diferenciar a autenticação de dois fatores da autenticação multifator (MFA). A 2FA utiliza exatamente dois fatores, enquanto a MFA pode combinar dois ou mais. Ambas buscam aumentar a segurança em comparação com a autenticação baseada exclusivamente em senha.
Segundo as diretrizes de identidade digital do NIST, a força da autenticação depende dos mecanismos utilizados e dos requisitos de segurança aplicáveis a cada contexto.
A principal contribuição da 2FA é dificultar o acesso indevido mesmo quando uma senha é comprometida. Se um terceiro obtiver as credenciais de uma conta, ainda precisará superar a segunda etapa de verificação.
Esse mecanismo pode ser aplicado em diferentes situações:
A escolha do método, entretanto, faz diferença. Códigos por SMS ou e-mail dificultam o uso indevido de senhas, mas não eliminam riscos como comprometimento do canal, engenharia social ou ataques de phishing. Para operações de maior risco, métodos resistentes a phishing podem oferecer proteção adicional.
O primeiro passo é mapear as etapas em que o acesso indevido pode causar maior impacto. Nem todas as interações exigem o mesmo nível de verificação.
A autenticação adicional pode ser priorizada em operações financeiras, alterações de dados sensíveis, recuperação de contas e acessos privilegiados. Essa abordagem baseada em risco permite concentrar controles nos momentos mais relevantes sem adicionar etapas desnecessárias a toda interação.
A escolha deve considerar o risco da operação, os recursos disponíveis e as características do público.
Entre as opções estão códigos temporários enviados por SMS ou e-mail, aplicativos autenticadores, chaves de segurança e mecanismos criptográficos integrados a dispositivos. Métodos diferentes oferecem níveis distintos de proteção, especialmente diante de ataques de phishing e comprometimento dos canais de comunicação.
As recomendações do NIST destacam a importância de selecionar autenticadores compatíveis com o nível de segurança necessário.
A autenticação precisa funcionar de forma consistente com as demais etapas da jornada. Após identificar uma operação que exige confirmação adicional, o sistema pode enviar um código temporário, validar a resposta e liberar a continuidade do processo quando a verificação for aprovada.
Essa integração pode ocorrer por meio de APIs ou de plataformas que permitam configurar etapas de autenticação sem desenvolver toda a lógica internamente. Também é importante definir o tratamento de falhas, códigos expirados, reenvios e tentativas incorretas.
Etapas adicionais podem gerar dúvidas, atrasos ou abandono quando não são claras ou funcionam de maneira inconsistente. Por isso, a implementação deve considerar a facilidade de uso, a acessibilidade e a disponibilidade dos canais escolhidos.
Um estudo que comparou cinco métodos de autenticação de dois fatores identificou avaliações geralmente positivas de usabilidade entre os participantes. Ainda assim, os resultados reforçam a importância de avaliar os métodos no contexto de uso.
Instruções objetivas, mensagens claras sobre erros e opções de reenvio ajudam a tornar a verificação mais compreensível. A experiência deve facilitar a confirmação da identidade sem comprometer os controles de segurança.
A implementação não termina quando a autenticação entra em operação. É necessário acompanhar falhas, tentativas repetidas, códigos expirados e solicitações de reenvio para identificar problemas de usabilidade ou possíveis comportamentos suspeitos.
Limites de tentativas, expiração de códigos e bloqueios configuráveis ajudam a dificultar ataques automatizados. A organização também deve definir procedimentos seguros para recuperação de acesso quando o usuário perde o dispositivo ou deixa de ter acesso ao canal cadastrado.
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A solução de Autenticação de Dois Fatores da Valid permite acrescentar uma etapa de confirmação de identidade às jornadas digitais por meio de códigos temporários enviados por SMS ou e-mail.
Disponível via API ou configuração na plataforma, o recurso pode ser utilizado em fluxos de cadastro, recuperação de conta, alterações de dados sensíveis e operações que exigem confirmação adicional do usuário.
Entre as funcionalidades estão:
A autenticação também pode ser combinada com outras capacidades da Valid, como documentoscopia, prova de vida (Liveness) e assinatura digital. O orquestrador de jornadas permite integrar essas etapas conforme as necessidades de cada operação.
Ao integrar a confirmação de identidade ao fluxo digital, as organizações podem acrescentar uma camada de segurança a operações relevantes sem precisar reconstruir todo o processo.
Converse com os especialistas da Valid para conhecer a solução 2FA e entender como incorporá-la às jornadas digitais da sua organização.
Qual é a diferença entre autenticação de dois fatores (2FA) e autenticação multifator (MFA)?
A autenticação de dois fatores utiliza exatamente duas categorias distintas de evidência para confirmar a identidade. A autenticação multifator pode combinar dois ou mais fatores.
A autenticação de dois fatores (2FA) impede todas as fraudes?
Ela dificulta acessos indevidos, inclusive em situações de comprometimento de senhas, mas não elimina riscos como phishing, engenharia social ou comprometimento do segundo fator. A proteção depende do método utilizado e dos controles complementares.
Quando implementar a autenticação de dois fatores (2FA)?
O mecanismo pode ser aplicado em acessos a contas, onboarding digital, transações financeiras, recuperação de acesso e alterações de dados sensíveis. A prioridade deve considerar o risco e o impacto potencial de cada operação.
A autenticação de dois fatores (2FA) por SMS ou e-mail é segura?
Ela acrescenta uma camada de verificação, mas sua proteção depende da segurança do canal utilizado. Para operações de maior risco, vale avaliar métodos resistentes a phishing e outros mecanismos complementares.
Como a autenticação de dois fatores (2FA) pode ser integrada a uma jornada digital?
A integração pode ocorrer por API ou por plataformas que permitam configurar a verificação em pontos específicos do fluxo. A solução deve contemplar envio e validação de códigos, expiração, tentativas incorretas, reenvio e tratamento dos resultados.




