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BC Protege+ e onboarding digital: é possível adequar o fluxo de cadastro em tempo real?

Tempo de Leitura:
Autor:
Redação Valid
Data de Publicação:

O avanço do ecossistema de pagamentos instantâneos e a digitalização bancária trouxeram uma agilidade sem precedentes ao mercado financeiro brasileiro. No entanto, essa velocidade também atraiu a atenção de cibercriminosos especializados em fraudes de identidade.  

Para combater esse cenário e fortalecer a segurança, o Banco Central do Brasil lançou o BC Protege+. A iniciativa representa um divisor de águas na forma como bancos, fintechs e instituições de pagamento estruturam suas esteiras de cadastro e abertura de contas. A partir de agora, adequar o fluxo de onboarding não é apenas uma questão de otimização de conversão, mas de estrito cumprimento regulatório.  

Entenda como funciona essa trava de segurança, quais são as obrigações para as empresas reguladas e como manter um fluxo eficiente e em conformidade em tempo real.

O que é o BC Protege+ e por que ele mudou as regras de onboarding?

Lançado pelo Banco Central, o BC Protege+ é um serviço público e gratuito de utilidade cidadã. A solução funciona como um bloqueio voluntário e preventivo ativado diretamente pelo usuário.

Por meio do portal logado "Meu BC", utilizando uma conta Gov.br com nível de segurança Prata ou Ouro e verificação em duas etapas habilitada, qualquer pessoa física ou jurídica pode sinalizar que não deseja novos relacionamentos com o sistema financeiro.

Quando o cidadão ou empresa ativa essa proteção, o sistema cria uma barreira imediata contra:

  • Abertura de novas contas correntes em bancos digitais ou tradicionais;
  • Criação de novas contas de poupança;
  • Abertura de contas de pagamento pré-pagas (inclusive aquelas estruturadas em modelos de Banking as a Service);
  • Inclusão do CPF ou CNPJ como titular, cotitular ou representante legal em contas de terceiros.

O serviço opera em tempo real. Isso significa que a ativação ou desativação do bloqueio tem reflexo instantâneo em todo o ecossistema financeiro do país.

O impacto regulatório: o que o Bacen exige das instituições financeiras?

O BC Protege+ não é um serviço que afeta apenas a ponta do consumidor final. Para as fintechs, bancos e instituições de pagamento autorizadas a funcionar pelo Banco Central, ele estabelece uma nova e rígida camada de responsabilidade regulatória no momento do onboarding.

A regulação, respaldada pelas atualizações da Resolução CMN nº 4.753/2019 (que rege a abertura e fechamento de contas de depósitos) e pelas diretrizes operacionais do sistema, estabelece deveres incontornáveis para as instituições reguladas:

  1. Consulta obrigatória prévio ao onboarding: antes de efetivar a abertura de qualquer conta ou incluir um novo titular/representante, a instituição financeira é obrigada a consultar o banco de dados do BC Protege+. Se a restrição estiver ativa para aquele CPF ou CNPJ, a abertura deve ser barrada imediatamente.
  1. Armazenamento de evidências (trilha de auditoria): o Banco Central exige que as empresas mantenham logs detalhados e arquivem as evidências que comprovem a realização de cada consulta. Esses arquivos ficam sujeitos à fiscalização e devem estar prontamente disponíveis para fins de auditoria regulatória.
  1. Segurança e tratamento de dados (conformidade com a LGPD): toda a troca de dados e armazenamento das trilhas de consulta devem obedecer rigorosamente às diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a confidencialidade e a integridade de dados pessoais sensíveis.

O descumprimento dessas obrigações pode acarretar severas sanções administrativas, multas elevadas aplicadas pelos reguladores e, sobretudo, um imenso risco reputacional caso a instituição seja utilizada para a consolidação de contas laranjas ou fraudes de identidade.

O desafio de UX: como consultar o BC Protege+ sem destruir sua taxa de conversão?

Embora o BC Protege+ seja uma ferramenta importante para estancar fraudes digitais, ele introduz um ponto de contato adicional na esteira de onboarding das fintechs. No concorrido mercado de serviços financeiros, qualquer segundo de lentidão ou atrito desnecessário pode elevar as taxas de abandono.

O grande desafio de produto e tecnologia reside em realizar essa verificação de forma invisível para o usuário legítimo. Para isso, as instituições precisam considerar três pilares de experiência do usuário (UX):

  • Processamento 24/7 de alta disponibilidade: a validação precisa acontecer de forma automatizada por meio de APIs estáveis e integradas ao fluxo. O cliente não pode ficar travado em uma tela de carregamento infinita enquanto a empresa faz a verificação.
  • Tratamento de exceção amigável: se o CPF do cliente estiver com a barreira ativada, o onboarding não deve simplesmente exibir uma mensagem genérica de erro ou recusa. A interface do aplicativo deve explicar, de forma clara, que o usuário possui o serviço de proteção ativo e instruí-lo de forma didática sobre como acessar a área logada do "Meu BC" para efetuar o desbloqueio temporário.
  • Flexibilidade e contingência: o ecossistema técnico deve ser robusto o suficiente para lidar com eventuais instabilidades nas bases governamentais sem expor a operação a riscos ou travar completamente a esteira de novos negócios da fintech.

Plataforma de Segurança Digital da Valid: automação e conformidade em uma única API

Para resolver o desafio de conciliar a exigência de consulta às bases de dados oficiais com a necessidade de um onboarding fluido e ágil, a Valid oferece uma plataforma modular composta por tecnologias fundamentais de validação e verificação de identidade, como:

  • ID Check: automatiza de ponta a ponta a esteira de validação cadastral de dados biográficos e consulta do status de CPF junto às bases regulatórias.
  • Bureau: enriquece a análise cadastral consultando fontes públicas e privadas de dados para validar informações socioeconômicas, histórico e indicadores de risco.
  • Documentoscopia: realiza a análise e validação automatizada ou especialista de documentos de identificação (como CNH e RG), verificando a autenticidade física/digital e detectando indícios de fraude ou adulteração.

Orquestração sob medida para a sua operação

Estes componentes foram projetados para funcionar de forma flexível e combinável. Sua empresa pode ativá-los individualmente ou orquestrá-los juntos de acordo com a exigência técnica de cada jornada e a régua de risco da operação.

  • Integração fluida e única: elimina a necessidade de a equipe de engenharia desenvolver e manter conexões manuais instáveis com bases separadas. Toda a validação cadastral, biográfica, documental e de score de risco é feita sob um único ecossistema tecnológico.
  • Trilha de evidências pronta: a plataforma armazena, de forma segura, criptografada e em total conformidade com a LGPD, os logs técnicos e evidências de todas as consultas exigidas pela fiscalização. Isso blinda o time de compliance diante de auditorias de órgãos reguladores de forma 100% automatizada.
  • Foco em conversão: o processamento ocorre em background conforme o usuário avança no cadastro, garantindo um tempo de resposta imperceptível e reduzindo o abandono de etapas.

Vá além do BC Protege+ com a Plataforma de Segurança Digital da Valid

Embora realizar a checagem do BC Protege+ seja um requisito obrigatório e eficiente, ele se apoia em uma ação voluntária do cidadão. Mas e se os dados de um indivíduo que não ativou a proteção forem roubados e utilizados por um terceiro para tentar abrir uma conta em sua fintech?

É por isso que a segurança digital não pode se apoiar em uma única linha de defesa. O mercado exige uma abordagem de segurança robusta e integrada, eliminando o custo de manter jornadas fragmentadas com múltiplos parceiros tecnológicos de TI.

A Plataforma de Segurança Digital da Valid orquestra de forma nativa e unificada todas as etapas do ciclo de vida da identidade do cliente:

  1. Pré-identificação robusta: validação de CPF, dados cadastrais e checagem de restrições.
  1. Autenticação biométrica avançada: match facial ou de finger de alta acurácia cruzado com bases oficiais que atesta se a imagem corresponde ao usuário que solicita a conta.
  1. Hub de Liveness: tecnologia de prova de vida em tempo real contra ataques modernos de injeção de imagem e manipulações por inteligência artificial (deepfakes). O sistema analisa a textura de pele, movimentos dinâmicos e reflexos oculares do usuário para garantir que há uma pessoa viva e real à frente do celular.
  1. Assinatura Digital ICP-Brasil: Validação jurídica plena para formalizar contratos e termos contratuais diretamente no fluxo de cadastro, usando a própria autenticação biométrica do usuário como chave de validação forte.

Com a autoridade de quem gerencia e emite os documentos de identidades oficiais e opera sob padrões rigorosos de conformidade de nível global, como a certificação ISO 14298, a Valid é o parceiro estratégico ideal para transformar desafios regulatórios em verdadeiras oportunidades de crescimento seguro.

O onboarding do futuro é seguro, rápido e regulado

O lançamento do BC Protege+ representa uma evolução bem-vinda para a proteção do Sistema Financeiro Nacional. No entanto, ele exige que as fintechs abandonem a lógica de processos reativos e passem a utilizar tecnologias que automatizam o compliance regulatório em tempo real.

Unir a obrigação regulatória à melhor experiência de conversão do usuário é perfeitamente viável. Integrar o motor inteligente de biometria facial e validação de identidade da Valid ao seu negócio garante que sua operação permaneça blindada contra fraudes, de acordo com as normas do Bacen e pronta para escalar com sustentabilidade.

Se você deseja adequar a esteira cadastral da sua empresa ao BC Protege+ de forma segura e sem fricção na UX, fale com um dos especialistas em conformidade e tecnologia da Valid e implemente nossas APIs integradas de identidade digital.

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