O Brasil iniciou 2026 consolidando sua posição como protagonista na agenda de governança digital global.
Nesta sexta-feira (23/1), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) oficializou um passo decisivo com a publicação da Portaria nº 473, que atualiza a Estratégia Federal de Governo Digital (EFGD/Decreto nº 12.198/2024). Mais do que uma revisão, a nova norma amplia o escopo de atuação do governo, elevando para 100 o total de ações previstas e sinalizando um compromisso claro com a execução.
Enquanto essas metas ganham tração interna, a presença da ministra Esther Dweck no Fórum Econômico Mundial, em Davos, reafirma que o modelo brasileiro de Infraestrutura Pública Digital (DPI) é hoje uma referência de exportação, transformando a complexidade do Estado em uma experiência de simplicidade e confiança.
A atualização da estratégia traz para o centro do debate a nova Diretoria de Estruturação de Dados para Políticas Públicas (Dedap). Segundo o Secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, a inclusão de iniciativas voltadas para este departamento reflete o foco do governo no uso estratégico da Inteligência Artificial e na qualificação de bases de dados para elevar a eficácia das políticas públicas.
Além da implementação tecnológica, o plano prevê uma robusta frente de capacitação de servidores, garantindo que a transformação seja sustentável e orientada por resultados reais para a população.
Essa visão de um Estado mais inteligente é acompanhada por um reforço na capilaridade do atendimento. Um dos grandes destaques da Portaria 473 é o salto ambicioso para o Balcão GOV.BR, que deve passar das atuais 50 unidades para 250 até o final de 2026.
Com balcões já operacionais em 15 estados, o governo sinaliza que a jornada digital não exclui o suporte presencial; pelo contrário, utiliza-o como ferramenta essencial de inclusão para garantir que nenhum cidadão seja deixado para trás na transição para o governo proativo.
💡Inclusão Digital: como a tecnologia pode ser ponte, não barreira, para populações vulneráveis
A atualização da Estratégia Nacional de Governo Digital impõe um ritmo vigoroso para os próximos dois anos, com foco na consolidação da Carteira de Identidade Nacional (CIN).
A meta de atingir 120 milhões de brasileiros com a nova identidade até 2027 é o alicerce para que a interoperabilidade deixe de ser um conceito técnico e se torne uma realidade prática.
Com a CIN, o governo estabelece uma chave única de acesso que permite ao cidadão navegar entre milhares de serviços federais e estaduais sem fricção.

Um dos pontos discutidos pela ministra Esther Dweck em Davos foi justamente como a interoperabilidade define a capacidade de entrega de um Estado moderno. A ministra destacou que, quando os sistemas não conversam, cria-se uma "burocracia invisível" que transfere o custo da ineficiência para as pessoas e para os negócios.
Para combater essas ilhas digitais, a nova portaria prioriza a integração de bases de dados estratégicas — como saúde, educação e trabalho.
O objetivo é criar um ecossistema onde a confiança possa, inclusive, atravessar fronteiras nacionais por meio da interoperabilidade transfronteiriça, facilitando a vida do cidadão em uma sociedade cada vez mais globalizada.
Neste cenário, o Conecta GOV.BR surge como o grande case de sucesso da eficiência brasileira. Ao promover a troca automática e segura de informações entre órgãos públicos, o programa elimina a necessidade de o cidadão reapresentar documentos que o Estado já possui.
O impacto é direto e mensurável: a projeção é de uma economia de R$ 10 bilhões até 2026, reduzindo custos operacionais e liberando recursos para investimentos em áreas essenciais. Mais do que números, o Conecta GOV.BR altera a percepção social sobre a qualidade do serviço público, substituindo a fadiga burocrática por uma sensação de respeito, agilidade e proatividade estatal.
A Estratégia Nacional de Governo Digital (ENGD) é o principal instrumento de governança que orienta a transformação digital em todo o país.
Seu objetivo central é modernizar a administração pública, integrando União, estados e municípios em uma rede colaborativa para oferecer serviços mais simples, acessíveis e eficientes.
A estratégia funciona como um guia de diretrizes para que o Estado deixe de ser um conjunto de "ilhas isoladas" e passe a operar como uma plataforma integrada de cidadania.
💡Saiba mais: Estratégia Nacional de Governo Digital: 10 passos para um Brasil mais digital e eficiente.
Para facilitar o acompanhamento da evolução da estratégia, sintetizamos os principais pilares de entrega da Portaria 473:
Atingir essas metas em prazos curtos exige tecnologia de ponta, segurança cibernética e uma profunda experiência em projetos de escala nacional.
O Brasil deu o passo definitivo para se tornar um governo proativo, onde o Estado antecipa as necessidades do cidadão em vez de apenas reagir a elas.
Como parceira estratégica nessa jornada, a Valid desempenha um papel fundamental na orquestração dessa identidade digital e na viabilização da interoperabilidade, garantindo que a transformação digital brasileira seja sinônimo de segurança, inclusão e liderança global.



